segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O nosso mundo

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos Como um divino vinho de Falerno Pousando em ti o meu olhar eterno Como pousam as folhas sobre os lagos... Os meus sonhos agora são mais vagos O teu olhar em mim, hoje é mais terno... E a Vida já não é o rubro inferno Todo fantasmas tristes e presságios! A Vida, meu amor, quero vivê-la! Na mesma taça erguida em tuas mãos, Bocas unidas hemos de bebê-la! Que importa o mundo e as ilusões defuntas?... Que importa o mundo e seus orgulhos vãos?... O mundo, Amor!...As nossas bocas juntas!...

terça-feira, 12 de abril de 2011

ALLEGRO

Sente como vibra Doidamente em nós
Um vento feroz
Estorcendo a fibra
Dos caules informes
E as plantas carnívoras
De bocas enormes
Lutam contra as víboras
E os rios soturnos
Ouve como vazam
A água corrompida
E as sombras se casam
Nos raios noturnos
Da lua perdida . . .
                                            

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

AUSÊNCIA

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A Mão

Ávido, percorro, o desconhecido Uma superfície não vista
Ansioso que um olho assista
Ao menos; o outro desvanecido
Aumenta o furor crescido
Meu coração pede à mão: Insista!
E sinta esta excultura mista
Aperto as ancas...Calor aparecido.
Nas periferias procuro prazer
Quero dar-te pétalas, amada.
Lançar-te em profundo devaneio
Pois em mim, não há mais saber
São quimeras da noite calada,
Que vejo quando afago teu seio!                

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pudera

Seria uma grande mentira
Sorrir em tamanho desgosto
Escrever alegria em tristeza sentida
Morrer enquanto nascem para a vida

É o sentido em alguns dias das pessoas
A grande loucura do Espírito Humano
Categoria do Indivíduo que ecoa
Pesadelos ou sonhos são reflexos insanos
Da perspectiva em que se está inserido tudo emana

E o mundo continua tal e qual
Para ser vivido na essência humana
E esta sempre igual
leve, leve, leviana...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Sua Tristeza...

Sua tristeza me provoca
Sua lagrima me instiga
Anuncia o quão triste é que renuncio a qualquer alegria.
Diz que me ama
Mas me envenena com o mais puro desdém
Diz promessas
Mas cumpre somente com outras poesias
Eu sei o quanto ama aquelas palavras                  
Que não escrevi
Sei o quanto preferi os outros
E isso é desleal
A compaixão é algo divino
Para quem não se sente amado
Para mim? É o que me salva da solidão
Por enquanto
Quero acreditar o quão doce são suas verdades
Ainda que assim,seja preciso fechar os ohos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Meus Versos!

Te alimento com meus versos minhas letras utilizo todas
Te descrevo como vejo
como sinto...sonho...
Te beijo com palavras apenas
minhas poesias te descrevem
deixando amostra teu sentimento
aquele o mais puro
entre seres humanos
mesmo que em pensamento
Te desejo na escrita
somo contigo meus sonhos
e até mesmo meus pesadelos
insanos as vezes
intensos quase todas as poesias
Te devoro com palavras
sinto o sabor agridoce
daquela alma que sente
que vive...que compartilha...
Te como feito presa
feito fêmea no cio
carente tantas vezes de amor
despida dum amor eterno
violentada pela falta de carinho
Te quero aqui bem perto
bem perto do meu coração
pois és mulher intensa
és verdadeira menina
com sentimentos a flor da pele
sem nenhuma repressão
Te entendo tantas vezes
que o mundo rotula as vezes
denigre...inferioriza...
esqueces que também é humana
erras...acertas...evoluis
Mas és verdadeira!